Dois no Cume – 01/03/11


Invasão Feminina, dia 19 de março, vamos?

Hoje peço licença para postar em nome das mulheres da escalada. Licença em parte, pois meu parceiro nessa vida e nas escaladas, é filho de uma mulher esplêndida, Dona Neusa, neto de duas guerreiras iluminadas e candangas, Edméia e Georgeta. O post abaixo foi escrito após a Invasão Feminina, em 2010, a primeira que participei aqui no Rio.

Dia 19 de março estarei lá novamente, agora com algumas flores do cerrado, para fortalecer a presença feminina na Urca e festejar a alegria e dádiva de ter nascido Mulher.

Um dia lindo para todas as mulheres, mães, filhas, criaturas mágicas que carregam em si o dom da vida, da transformação… o poder de gerar e nutrir….

A data surgiu trazendo idéias não tão belas… mas como em tudo, temos mais uma vez a força de transformar.

Assim fizemos, mulheres da montanha num domingo no Rio de Janeiro, maior centro de escalada urbana.

No livro de assinaturas contam 111… mas acredito que eram mais, algumas acanhadas não assinaram, mas lá estavam, fortalecendo um dia que iniciava fraco em virtude de uma terrível tempestade com direito a alagamentos na véspera. A Urca estava toda molhada quando chegamos, mas agora entendo que isso foi vontade da Mãe Natureza, queria que antes das escaladas a mulherada conversasse, risse e acreditasse em seu poder. E assim fizemos.

Mais do que nossas vontades, a deixamos falar por nós, e refazer nossos planos. A lista de vias a serem escaladas…. precisou ficar de lado. Seria dela a vontade a ser seguida. Caminhadas na Cláudio Coutinho, Costões, trocas de conversas. Escaladas em outras vias, mais tarde que o combinado. Era isso que a Mãe Natureza queria. E fomos suas servas. E como isso é bom…

Por volta das 13h, a praça já não era mais verde em razão das árvores… era cor de coral… cor de sorriso, cor de troca…. estava tomada por mulheres lindas, fortes, novas, com história. E por homens. Curiosos, impressionados e encantados com tanta força reunida.

Assim foi minha comemoração pelo Dia Internacional da Mulher.

Por Grazi, que é a força delicada de Véra, a alegria de Edith, o amor de Isolina, e a garra de Jurema e  correspondente ABRESCA na Cidade Maravilhosa

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