Category Mulheres na Montanha

Em 2025, celebramos duas décadas da Invasão Feminina, um encontro que fortalece a presença e o protagonismo das mulheres no montanhismo.

Nesta edição especial, houve o concurso de arte para a camiseta oficial, incentivando a criatividade e marcando simbolicamente essa trajetória de 20 anos.

O encontro contou com diversas atividades como yoga, vivências de escalada, oficina de boulder e o tradicional café da manhã. Também teve uma roda de conversa “É preciso estar atento e forte: nos unindo para mudar o mundo”, que abordou o machismo no montanhismo. A discussão contou com a participação de uma acadêmica especialista no tema, que trouxe reflexões importantes, além do envolvimento ativo das participantes, tornando o espaço rico em trocas e aprendizado. Foram diversas atividades onde mulheres puderam fortalecer sua autonomia no esporte e refletir juntas sobre a cultura que cerca o montanhismo.

Mais um ano em que houve a coleta de absorventes para doação, combatendo a pobreza menstrual e reforçando a importância da solidariedade e do apoio mútuo entre as mais diferentes mulheres. Os absorventes foram
distribuídos em diferentes locais:
• Instituto Penal Oscar Stevenson
• Diretamente para mulheres com dependência química nas ruas de bairros como Del Castilho e Mangueira, com o apoio de pessoas do Centro Espírita Bezerra de Menezes

Comnissão 2025
ANABEL VAZ / BÁRBARA DUCOS / CIÇA FERREIRA / CLAUDINHA / CRIS FERREIRA / ELIANE MARQUES / GABRIELA MAGNANI / GREICE JACOME / JOSIE PEREIRA / LUCIANA NOGUEIRA / MIRIAM ALVES / MIRIM GERBER / VANESA OGLIARI

Nosso agradecimento a todos que nos apoiaram com brindes e vouchers para o sorteio, ele é uma parte muito especial e tradicional do nosso evento.

Parceiros 2025
– Agência de Turismo Botas na Trilha
– Arienti Boneca Felicia
– Cbtechinique
– Cia da Escalada
– Coach Vivi Silva
– Conquista Crux
– D’Bianco
– Dicas de Trekking e SPOT Brasil
– Editora Rogelly Escalada de Ouro Brasil Etrilhas
– Fisio com Luciana
– Flor Ressolas
– Ginásio Evolução
– GSaliba Marina Moesia
– Miralab
– Tropidurus Atelie Yoga com Anabel

Por: Vanessa Machado

 

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Sueli Gomes para mim é resistência, provando que não existe idade para começar a escalar e muito menos encadenar vias esportivas difíceis. Inclusive para mulheres, num país ainda com índices altíssimos de práticas machistas e de etarismo.
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Convido vocês a conhecerem esta mulher incrível que enche a escalada brasileira (não só feminina) de orgulho e inspiração.
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Adriana Mello prefere os bastidores: sempre esteve envolvida em um milhão de coisas sem nunca apontar os holofotes pra si – você pode não saber, mas muita coisa no montanhismo carioca tem o seu toque dedicado e atento.
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A montanhista Jana Menezes, de 72 anos, no Contraforte do Corcovado. Ela escala há mais de 30 anos. Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

 
Atividade de escalada, geralmente marcada por homens, tem ganhado mais adeptas no estado, que conta com 12 clubes da prática

Por Camila Araujo — Rio de Janeiro

Do fundo de uma depressão ao topo de uma montanha.

A escalada chegou na vida de Adriana Mello em um momento de tristeza que parecia intransponível. Ela tinha 34 anos quando terminou um relacionamento de duas décadas, iniciado, portanto, ainda na adolescência. Em meio à dor da perda e sem conseguir elaborar o luto, deprimiu-se. A mãe, que tinha feito um curso de montanhismo aos 62, insistia. Vencida pelo cansaço, Adriana se inscreveu.

Na primeira aula prática, vendo o pôr do sol do alto da Pedra Bonita, chorou. Era o início de uma vida que voltava, aos poucos, a fazer sentido. A emoção foi o incentivo para que ela criasse, em 2005, quatro anos depois, o grupo Mulheres na Montanha, que reúne público feminino para atividades de escalada e trilha nos parques do Rio.

— A montanha foi um divisor de águas na minha vida. Foi o que me tirou total da depressão na época. Fiz novos amigos, conheci centenas de lugares. Na escalada e na trilha, você precisa contar com quem está com você. Então, as relações são muito importantes. A gente brinca que “o bichinho da pedra pegou” — conta Adriana, que fez uma tatuagem de calango como símbolo da gratidão pela atividade.

O primeiro evento do grupo foi o “Invasão Feminina”, também em 2005, e que hoje acontece pelo menos uma vez por ano, em março, perto do Dia Internacional da Mulher. Por ser um esporte historicamente marcado pela presença masculina, elas decidiram se reunir em uma atividade fixa para atrair mais parceiras para a prática. A última ocasião reuniu 230 pessoas no Morro da Urca, na Zona Sul do Rio.

— A gente escalava muito com homem, eles em maioria. Em 2005, decidimos ir ao Cantagalo. Reunimos nove mulheres, o que era raríssimo, e fomos escalar. Achamos o máximo. Dois anos depois, fizemos outra “invasão”, em homenagem a uma amiga nossa que morreu. Foram 30 mulheres. E foi aumentando cada ano mais — relata Adriana, que, apesar de não escalar mais, ainda gerencia o site do grupo, onde divulga eventos e oficinas. Em celebração ao Outubro Rosa, elas programam fazer outra “invasão”.

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